
Não sou de perder tempo com polêmicas bestas. Me irrito com discussões infindas sobre assuntos de relevância baixa, para não dizer nula. Odeio programas de futebol que discutem se foi ou não impedimento num jogo que não terá volta. Detesto programas que, por horas a fio, giram em torno de assuntos absolutamente irrelevantes, como o da Gimenez. Mas, desta vez não posso me calar, e por motivos simples. Essas "polêmicas" tem a ver com o que eu vivo diretamente: a educação. Estou falando do caso da professora Jaqueline que resolveu dançar a música todo enfiado, e da estudande Geisy Arruda, expulsa da Universidade Bandeirante por usar, segundo todos os jornais, um microvestido em aula.
A minha opinião sobre os dois casos nem está diretamente ligada a qualquer tipo de julgamento de valor sobre se o que fizeram é certo ou errado. Certo, com certeza não foi, mas nem por isso quer dizer que elas estão erradas. Subir em um palco para dançar e deixar que o cantor levante o vestido, pegue a calcinha, e literalmente deixe tudo enfiado, com certeza não é a coisa mais sã a se fazer. Muito menos ir com um vestido que para ser curto precisaria de, no mínimo, mais 3 dedos de tecido. O que para mim realmente interessa é a questão de isto refletir na discussão educacional, pois misturaram a atitude de duas imbecis com a educação brasileira.
Sobre a professora nem tenho muito o que dizer, porque depois do alvoroço que fizeram discutindo se era certa ou errada a decisão de desligá-la da escola (sendo que não foi demissão, foi um acordo entre direção e professora), ela acabou virando dançarina do tal grupo, e já está até exigindo camarim exclusivo. É triste, porque vemos que trabalhar socando uma calcinha no rabo dá mais dinheiro que ser professor. Porém, também é de se discutir o quanto ela gostava da profissão, pois se quisessem me dar um "cuecão" me oferecendo o dobro do salário de um professor eu educadamente recusaria. Esse assunto de certa forma me chateou, mas não ao ponto de escrever algo sobre ele. Porém, o caso desta aluna foi a gota d'água, pois parece que a vontade de falar sobre mulheres acordou, e com fome.
Primeiramente eu tinha achado essa história de uma aluna que usou roupa curta ter saido escoltada de uma universidade totalmente absurda. Tinha que ter uma outra explicação para isso, só não sei o porque os obstantes jornalistas não apuraram esse motivo antes de publicar a matéria. Mas, depois de pesquisar, descobri: ela não era uma criatura que entrava muda e saía calada da universidade. Ela era apaixonada por um professor e fazia de tudo para que o homem visse ela. Também, no dia em que aconteceu o tumulto, ela, antes de entrar em sala de aula, posou para fotos de seus provocadores, ou seja, ela também debochava da cara dos colegas. Claro que tudo isso não justifica que praticamente toda uma universidade pare as aulas para esculachar a guria. Lá na Uniban as aulas devem ser uma bosta mesmo...
Enfim. Se é bom ou ruim, não me interessa, o que me interessa realmente destes dois casos é acharem absurdo que as duas criaturas tenham se metido em encrenca. A da Uniban realmente é chocante, pois nunca imaginei pudesse chegar a tanto um protesto contra uma microroupa, mas o que mais me irrita é o fato de culparem o machismo dos dois ocorridos. O que uma coisa tem a ver com a outra? Foram apenas os homens que protestaram diante dos dois casos?
Nunca vi na minha vida um homem ficar brabo porque uma mulher está de vestido curto...pois desde que não seja a sua, nenhum se incomoda. Falar isto não me torna machista, pois isto é um fato. Eu não implico e nunca impliquei com roupa de namorada, tanto que sou o maior defensor da máxima "o que é bonito é pra se mostrar"...mas tudo tem limite. Primeiro porque a aluna não é bonita. Segundo que mostrar é uma coisa, fazer de tudo para ser vista é outra bem diferente. Na UCPel tinha (ou ainda tem) uma guria conhecida como "lábios de mel". É uma loira (de farmácia), com olho azul (lente de contato), bronzeada (artificialmente, com uma cor de doritos) e que usa uma calça tão justa, mas tão justa, que consegue repartir a sua...o seu...enfim, a parte em que, numa máxima cafajeste que aprendi, "todo homem sai uma vez, mas passa o resto da vida procurando outras pra entrar novamente". Se ainda não sabem, ajudo: A BUCETA!
Sim queridos leitores, de tão apertada a calça, a coisa se divide, e foi por isso que ganhou o apelido de lábios de mel. A coitada acha que abafa, mas todo mundo que conheci achava a coitada ridícula. Ou seja, de bonita ela não tem nada, mas a gente acaba olhando pelo ridículo. É igual aqueles palhaços do calçadão...de engraçado não tem nada, a gente rí é de ridículos que são mesmo. Porém, nunca ninguém esculachou a pobre Vi... aham! a "lábios de mel". Mas se perguntarem para as mulheres a opinião que tem sobre ela, garanto que vai variar entre "ridícula, vulgar, criança, ou palhaça do calçadão". Com certeza também, caso houvesse um caso parecido, tnão expulsariam a Viv... a guriazinha.
Achei errado expulsarem a Geysi, mas também acho que ela sabe que não é bem vinda por lá, e garanto que a Uniban é um dos últimos lugares que ela queira frequentar. Porém, ao ler sobre os desdobres do ocorrido, vi que grupos de mulheres saíram em sua defesa, reivindicando os direitos femininos. E é por isso que vim semear a discórdia no meu blog. Acho que o direito mais precioso que as mulheres tinham sobre esse caso, elas perderam: o de ficarem caladas. Por que pegar um exemplo tão polêmico para falar sobre os direitos femininos? Por que acusarem os homens de terem sido os culpados dessa pataquada toda? Pra que vir com papinho de "essa sociedade machista"? E, o mais importante de tudo, por que pegaram as mulheres mais idiotas que tinham pra se pronunciarem sobre o caso?
De todas as asneiras que lí, nenhuma chega perto da que a diretoria de mulheres da União Nacional dos Estudantes (Une) publicou sob o título Une repudia expulsão da estudante de turismo da Uniban. Esse texto é de deixar qualquer mulher inteligente indignada! Aos menos curiosos, aqui vai uma pequena parte dessa obra para instigar sua sede. Elas, as mulheres da UNE, acham que "É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sobre as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens".
Caras amigas que acessam o blog, sendo homem eu fiquei constrangido de ler um texto com um grau de imbecilidade desta grandeza...mas se eu fosse mulher, eu mandaria um e-mail para a Une EXIGINDO que essa bosta fosse retirada do ar. Como é que pode utilizar argumentos preconceituosos, vagos e ultrapassados para se pronunciar sobre uma atitude que elas julgaram preconceituosa, vaga e ultrapassada, e ainda por cima dizendo que estão falando por TODAS AS ESTUDANTES BRASILEIRAS??? Pelo amor de Deus!
Já existe mais de um problema. O primeiro é que a Une não tem moral pra se pronunciar sobre absolutamente nada. Fazem aquilo de trampolim político para eles mesmos. Todo mundo sabe que a eleição da Une é a maior falcatrua que existe, e que toda vez o resultado é o mesmo: PC do B na cabeça. Outra é que a maior quantidade de "não estudante" do país está dentro da Une. Alunos que se tornam praticamente "alunos profissionais" para ficar dentro do movimento estudantil. É só ler o site deles. Até do pré-sal discutem. Agora, fazer um congresso para discutir educação...eu nunca vi fazerem.
O segundo é que, creio eu, pegaram as mais imbecis que tinham lá dentro para se pronunciar sobre o caso. Se elas acusam a Universidade de intolerância, como podem falar o que falaram no texto? Eu, homem, senti o dedo podre da intolerância apontado para minha cara. Sinceramente...
Falam que mulher é um objeto, um produto...então porque não se manifestam sobre o programa da Gimenez na RedeTV!? Aquilo não passa de um desfile de lingerie diário. E as mulheres do Pânico? E as Pampacats? E, principalmente, sobre aquele programa "Saia Justa" da GNT! Sinceramente...pra assistir o Saia Justa tem que se estar munido de uma cueca muito larga...pois haja saco pra aguentar aquelas acéfalas... Por outro lado, o melhor programa da TV, pra mim, é o Marilia Gabriela Entrevista. Aquela mulher é criatura mais culta que habita a televisão brasileira.
Mas, voltando ao assunto, por que abrem a boca no momento mais impróprio? Como defender uma criatura que fez de tudo para se incriminar? Não acho que tem que se condenar a guria...acho que ela já pagou pela bobagem que fez, e espero que os outros também paguem pelo que fizeram, mas defender uma criatura daquelas, com a voracidade que o fizeram...é de deixar o mundo feminino em estado de sítio!
Sinceramente meninas...não duvido do poder feminino. Acho que o mundo é das mulheres, mas por favor, vocês inteligente, tentem fazer com que as burras fiquem de boca calada. Falei no começo do presente texto sobre como fiquei irritado com a vinculação dos ocorridos com a educação brasileira. Mas a educação a que me referi é justamente a de casa. Não necessariamente "a instituição educacional", mas a educação de pai e de mãe. Quem é que sai de casa pra subir num palco e literalmente mostrar o cu pra toda platéia? Quem é que sai de casa com uma micro roupa e vai estudar? Pelo amor de Deus, isso não tem a ver com machismo, feminismo ou qualquer outro "ismo", isso tem a ver com princípios, com bom senso, com caráter, e principalmente, com vergonha na cara.
Porque tanta hipocrisia sobre um assunto tão simples? A guria ia vestida pra aula igual a puta ou só eu que vi isso? Pra não falar apenas de uma mulher, falo sobre o que vi e convivi. Tinha um IMBECIL da UCPel que ia com um macacão de mecânico pra aula. Era uma roupa tão chamativa quanto a da guria da Uniban, mas não era curta. Porém, ao invés de ser tachado de "puto", ele era tachado de "espertão". Era um baita dum drogado, não fazia porra nenhuma, rodava por infrequência, era um playboy de merda. Um peso pra qualquer pai e mãe. Muita gente achava o idiota um cara "esperto, cult, fodão". Sabe onde o bonito mora agora? A sete palmos do chão (Mabel e Bruno, se fosse a 15 metros ele seria vizinho do incrivel bichinho verde comedor de pedra).
Agora, vocês me pergunta...e daí? O que tem ele a ver com ela? TUDO, PORQUE O QUE ESTOU TENTANDO MOSTRAR É QUE GENTE BURRA SEMPRE SE FODE, INDEPENDENTE DE SER HOMEM OU MULHER, E QUE A UNIVERSIDADE É UM AMBIENTE FÉRTIL PRA TODO O TIPO DE IMBECIL DESSE UNIVERSO. Porém não é missão da universidade ter que "ajustar" essas criaturas, por que como se diz "pau que SE CRIA torto, morre torto"





