domingo, 8 de novembro de 2009

Ah, 'quê' isso, elas estão descontroladas...

Não sou de perder tempo com polêmicas bestas. Me irrito com discussões infindas sobre assuntos de relevância baixa, para não dizer nula. Odeio programas de futebol que discutem se foi ou não impedimento num jogo que não terá volta. Detesto programas que, por horas a fio, giram em torno de assuntos absolutamente irrelevantes, como o da Gimenez. Mas, desta vez não posso me calar, e por motivos simples. Essas "polêmicas" tem a ver com o que eu vivo diretamente: a educação. Estou falando do caso da professora Jaqueline que resolveu dançar a música todo enfiado, e da estudande Geisy Arruda, expulsa da Universidade Bandeirante por usar, segundo todos os jornais, um microvestido em aula.

A minha opinião sobre os dois casos nem está diretamente ligada a qualquer tipo de julgamento de valor sobre se o que fizeram é certo ou errado. Certo, com certeza não foi, mas nem por isso quer dizer que elas estão erradas. Subir em um palco para dançar e deixar que o cantor levante o vestido, pegue a calcinha, e literalmente deixe tudo enfiado, com certeza não é a coisa mais sã a se fazer. Muito menos ir com um vestido que para ser curto precisaria de, no mínimo, mais 3 dedos de tecido. O que para mim realmente interessa é a questão de isto refletir na discussão educacional, pois misturaram a atitude de duas imbecis com a educação brasileira.

Sobre a professora nem tenho muito o que dizer, porque depois do alvoroço que fizeram discutindo se era certa ou errada a decisão de desligá-la da escola (sendo que não foi demissão, foi um acordo entre direção e professora), ela acabou virando dançarina do tal grupo, e já está até exigindo camarim exclusivo. É triste, porque vemos que trabalhar socando uma calcinha no rabo dá mais dinheiro que ser professor. Porém, também é de se discutir o quanto ela gostava da profissão, pois se quisessem me dar um "cuecão" me oferecendo o dobro do salário de um professor eu educadamente recusaria. Esse assunto de certa forma me chateou, mas não ao ponto de escrever algo sobre ele. Porém, o caso desta aluna foi a gota d'água, pois parece que a vontade de falar sobre mulheres acordou, e com fome.

Primeiramente eu tinha achado essa história de uma aluna que usou roupa curta ter saido escoltada de uma universidade totalmente absurda. Tinha que ter uma outra explicação para isso, só não sei o porque os obstantes jornalistas não apuraram esse motivo antes de publicar a matéria. Mas, depois de pesquisar, descobri: ela não era uma criatura que entrava muda e saía calada da universidade. Ela era apaixonada por um professor e fazia de tudo para que o homem visse ela. Também, no dia em que aconteceu o tumulto, ela, antes de entrar em sala de aula, posou para fotos de seus provocadores, ou seja, ela também debochava da cara dos colegas. Claro que tudo isso não justifica que praticamente toda uma universidade pare as aulas para esculachar a guria. Lá na Uniban as aulas devem ser uma bosta mesmo...

Enfim. Se é bom ou ruim, não me interessa, o que me interessa realmente destes dois casos é acharem absurdo que as duas criaturas tenham se metido em encrenca. A da Uniban realmente é chocante, pois nunca imaginei pudesse chegar a tanto um protesto contra uma microroupa, mas o que mais me irrita é o fato de culparem o machismo dos dois ocorridos. O que uma coisa tem a ver com a outra? Foram apenas os homens que protestaram diante dos dois casos?

Nunca vi na minha vida um homem ficar brabo porque uma mulher está de vestido curto...pois desde que não seja a sua, nenhum se incomoda. Falar isto não me torna machista, pois isto é um fato. Eu não implico e nunca impliquei com roupa de namorada, tanto que sou o maior defensor da máxima "o que é bonito é pra se mostrar"...mas tudo tem limite. Primeiro porque a aluna não é bonita. Segundo que mostrar é uma coisa, fazer de tudo para ser vista é outra bem diferente. Na UCPel tinha (ou ainda tem) uma guria conhecida como "lábios de mel". É uma loira (de farmácia), com olho azul (lente de contato), bronzeada (artificialmente, com uma cor de doritos) e que usa uma calça tão justa, mas tão justa, que consegue repartir a sua...o seu...enfim, a parte em que, numa máxima cafajeste que aprendi, "todo homem sai uma vez, mas passa o resto da vida procurando outras pra entrar novamente". Se ainda não sabem, ajudo: A BUCETA!

Sim queridos leitores, de tão apertada a calça, a coisa se divide, e foi por isso que ganhou o apelido de lábios de mel. A coitada acha que abafa, mas todo mundo que conheci achava a coitada ridícula. Ou seja, de bonita ela não tem nada, mas a gente acaba olhando pelo ridículo. É igual aqueles palhaços do calçadão...de engraçado não tem nada, a gente rí é de ridículos que são mesmo. Porém, nunca ninguém esculachou a pobre Vi... aham! a "lábios de mel". Mas se perguntarem para as mulheres a opinião que tem sobre ela, garanto que vai variar entre "ridícula, vulgar, criança, ou palhaça do calçadão". Com certeza também, caso houvesse um caso parecido, tnão expulsariam a Viv... a guriazinha.

Achei errado expulsarem a Geysi, mas também acho que ela sabe que não é bem vinda por lá, e garanto que a Uniban é um dos últimos lugares que ela queira frequentar. Porém, ao ler sobre os desdobres do ocorrido, vi que grupos de mulheres saíram em sua defesa, reivindicando os direitos femininos. E é por isso que vim semear a discórdia no meu blog. Acho que o direito mais precioso que as mulheres tinham sobre esse caso, elas perderam: o de ficarem caladas. Por que pegar um exemplo tão polêmico para falar sobre os direitos femininos? Por que acusarem os homens de terem sido os culpados dessa pataquada toda? Pra que vir com papinho de "essa sociedade machista"? E, o mais importante de tudo, por que pegaram as mulheres mais idiotas que tinham pra se pronunciarem sobre o caso?

De todas as asneiras que lí, nenhuma chega perto da que a diretoria de mulheres da União Nacional dos Estudantes (Une) publicou sob o título Une repudia expulsão da estudante de turismo da Uniban. Esse texto é de deixar qualquer mulher inteligente indignada! Aos menos curiosos, aqui vai uma pequena parte dessa obra para instigar sua sede. Elas, as mulheres da UNE, acham que "É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sobre as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens".

Caras amigas que acessam o blog, sendo homem eu fiquei constrangido de ler um texto com um grau de imbecilidade desta grandeza...mas se eu fosse mulher, eu mandaria um e-mail para a Une EXIGINDO que essa bosta fosse retirada do ar. Como é que pode utilizar argumentos preconceituosos, vagos e ultrapassados para se pronunciar sobre uma atitude que elas julgaram preconceituosa, vaga e ultrapassada, e ainda por cima dizendo que estão falando por TODAS AS ESTUDANTES BRASILEIRAS??? Pelo amor de Deus!

Já existe mais de um problema. O primeiro é que a Une não tem moral pra se pronunciar sobre absolutamente nada. Fazem aquilo de trampolim político para eles mesmos. Todo mundo sabe que a eleição da Une é a maior falcatrua que existe, e que toda vez o resultado é o mesmo: PC do B na cabeça. Outra é que a maior quantidade de "não estudante" do país está dentro da Une. Alunos que se tornam praticamente "alunos profissionais" para ficar dentro do movimento estudantil. É só ler o site deles. Até do pré-sal discutem. Agora, fazer um congresso para discutir educação...eu nunca vi fazerem.
O segundo é que, creio eu, pegaram as mais imbecis que tinham lá dentro para se pronunciar sobre o caso. Se elas acusam a Universidade de intolerância, como podem falar o que falaram no texto? Eu, homem, senti o dedo podre da intolerância apontado para minha cara. Sinceramente...
Falam que mulher é um objeto, um produto...então porque não se manifestam sobre o programa da Gimenez na RedeTV!? Aquilo não passa de um desfile de lingerie diário. E as mulheres do Pânico? E as Pampacats? E, principalmente, sobre aquele programa "Saia Justa" da GNT! Sinceramente...pra assistir o Saia Justa tem que se estar munido de uma cueca muito larga...pois haja saco pra aguentar aquelas acéfalas... Por outro lado, o melhor programa da TV, pra mim, é o Marilia Gabriela Entrevista. Aquela mulher é criatura mais culta que habita a televisão brasileira.

Mas, voltando ao assunto, por que abrem a boca no momento mais impróprio? Como defender uma criatura que fez de tudo para se incriminar? Não acho que tem que se condenar a guria...acho que ela já pagou pela bobagem que fez, e espero que os outros também paguem pelo que fizeram, mas defender uma criatura daquelas, com a voracidade que o fizeram...é de deixar o mundo feminino em estado de sítio!

Sinceramente meninas...não duvido do poder feminino. Acho que o mundo é das mulheres, mas por favor, vocês inteligente, tentem fazer com que as burras fiquem de boca calada. Falei no começo do presente texto sobre como fiquei irritado com a vinculação dos ocorridos com a educação brasileira. Mas a educação a que me referi é justamente a de casa. Não necessariamente "a instituição educacional", mas a educação de pai e de mãe. Quem é que sai de casa pra subir num palco e literalmente mostrar o cu pra toda platéia? Quem é que sai de casa com uma micro roupa e vai estudar? Pelo amor de Deus, isso não tem a ver com machismo, feminismo ou qualquer outro "ismo", isso tem a ver com princípios, com bom senso, com caráter, e principalmente, com vergonha na cara.

Porque tanta hipocrisia sobre um assunto tão simples? A guria ia vestida pra aula igual a puta ou só eu que vi isso? Pra não falar apenas de uma mulher, falo sobre o que vi e convivi. Tinha um IMBECIL da UCPel que ia com um macacão de mecânico pra aula. Era uma roupa tão chamativa quanto a da guria da Uniban, mas não era curta. Porém, ao invés de ser tachado de "puto", ele era tachado de "espertão". Era um baita dum drogado, não fazia porra nenhuma, rodava por infrequência, era um playboy de merda. Um peso pra qualquer pai e mãe. Muita gente achava o idiota um cara "esperto, cult, fodão". Sabe onde o bonito mora agora? A sete palmos do chão (Mabel e Bruno, se fosse a 15 metros ele seria vizinho do incrivel bichinho verde comedor de pedra).

Agora, vocês me pergunta...e daí? O que tem ele a ver com ela? TUDO, PORQUE O QUE ESTOU TENTANDO MOSTRAR É QUE GENTE BURRA SEMPRE SE FODE, INDEPENDENTE DE SER HOMEM OU MULHER, E QUE A UNIVERSIDADE É UM AMBIENTE FÉRTIL PRA TODO O TIPO DE IMBECIL DESSE UNIVERSO. Porém não é missão da universidade ter que "ajustar" essas criaturas, por que como se diz "pau que SE CRIA torto, morre torto"

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O valor de um mau caráter

Adoro pessoas com mau caráter. Acho fantástico uma pessoa ser completamente "pró ruindade". Não que eu compartilhe dessa prática, mas realmente vejo nessas pessoas muito mais do que um simples prazer sórdido em ferrar com os outros. Não faço idéia se a psicologia consegue explicar esse "desvio" comportamental, e creio que realmente não consiga, mas acho isto super natural.

O simples julgamento de valor sobre o caráter de uma pessoa é algo, de certa forma, subjetivo. Não estou dizendo que não existe o certo e o errado, e que o que pode ser maldade para uma pessoa pode ser totalmente normal para outra. Não. O que estou falando é que para dizermos que alguém é mau caráter, estamos automaticamente dizendo que somos pessoas com bom caráter, e que nossa auto-avaliação pode não ser compartilhada com as pessoas de nosso convívio.

Para deixar mais claro o que estou tentando dizer, podemos fazer uma analogia dessa discussão com a idéia de Baudrillard, em seu livro A transparência do mal. Como podemos dizer o que é o mau e o que é o bem hoje em dia? Quem pode se julgar o "cavaleiro da bondade"? Os EUA se julgam salvadores, mas quem, além deles (contando os judeus e os ingleses) conferem este auto-título? O mal realmente é transparente, mas a maldade é visível.


Podemos entender o mau caratismo por diversos ângulos: a criação que os pais deram aos filhos; as experiências que a pessoa teve no decorrer de sua vida; um não entendimento da realidade por não ter tido valores esclarecidos; nascer com o gene da maldade (se é que isto existe).
Mas embora possa ser justificável, o mau caratismo não pode ser aceito. Mas, mesmo assim, continuo admirando os mau caráter. Contraditório? Não.

Eu valorizo pessoas com mau caráter por um simples motivo. Por mais que eu julgue que essas pessoas não compartilhem das mesmas idéias, das mesmas práticas, e dos mesmos valores que eu possuo, elas têm algo igual a mim: o caráter. Por mais que elas possam ser diferentes de mim, eu sei exatamente o que esperar delas. E isto, para o bem ou para o mal, é digno. O que eu realmente abomino são pessoas que não possuem caráter. Isto eu, na minha modesta mas forte opinião, realmente não aceito. Como se pode conviver com uma pessoa sem caráter, se nunca saberemos o que esperar dela? É a mesma estorinha da vaca na estrada...só Deus sabe pra que lado ela vai andar...

É muito simples detectar pessoas sem caráter. Geralmente são excelentes empregados, conseguem bons cargos, mas sempre estão abaixo de quem realmente manda. Não passam de umpa lumpas de alguém que prefere não mostrar sua cara. Essas pessoas geralmente não possuem inimigos, nem desafetos. Não que pessoas de caráter tenham que ter inimigos, mas é muito improvável que não se tenham desafetos. Como o Juremir Machado diz, "a grandeza de um homem é medida pelos inimigos que ele coleciona ao logo de sua vida". Acho essa frase perfeita, mas precisa de um pouco de reflexão para ser compreendida.

Outra característica do sem caráter é viver em cima do muro. Não tem opinião. Geralmente ele anda com seus "superiores", e faz média com seus iguais. Isso é realmente irritante. Se participa de grupos, associações, ou qualquer outra coisa, sempre fica de vice na chapa. Pois assim ele consegue fazer 2 coisas: participar da diretoria, e não se responsabilizar por nada. Se der certo, ele aparece, se não dá, ele some.
Existem outras características sobre esse tipo de gente, mas com certeza estas que foram expostas já conseguem fazer um desencadeamento lógico sobre algumas "personalidades" que conhecemos.

Mas, concluindo, acho que todo mau caráter tem valor, pois ao menos eles possuem caráter. O que eu realmente abomino é gente que vive puxando saco, se fazendo de louco pra passar bem, sendo cínico com os outros, tratando as pessoas da maneira que convém na ocasião. Algumas chegam ao ponto de até não afirmar a sua sexualidade...isso é triste e degradante.

Pois então, pouquíssimos leitores, caso tenham de escolher entre essas duas criaturas, indico que escolham a primeira, pois por mais que não gostem, sempre saberão o que esperar deles...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A escolha certa

Como diz a Band News, "em 20 minutos tudo pode mudar". O legal é presenciar uma mudança dessas. Eu tive a oportunidade de ver isto acontecer na vida de uma pessoa. Não que eu não veja mudanças na vida de meus amigos, e principalmente da minha amada, mas o momento EXATO que faz uma pessoa encontrar seu caminho é coisa rara de se ver.

Eu vi essa criatura chegando em minha casa em novembro de 2008. Acompanhado de uma mala imensa, ele foi com um propósito: seleção de mestrado na UFRGS. Porém, ao descer do ônibus na frente de meu apartamento, e antes mesmo de dar um "oi", ele já disse: "Não vou fazer prova nenhuma!". Claro que num primeiro momento eu fiquei achando que ele tinha surtado, porém, não tinha não. Se houve um surto, foi de lucidez. E, naquele momento, a "terra prometida" começava a fazer sentido na cabeça deste grande jornalista.

Aquela semana foi simplesmente incrível. Era uma festa atrás da outra, bares, pessoas conhecidas, e gente nova também...enfim, era tudo o que ele precisava. Foi como se ele tivesse ilustrado a frase de Renato Russo, "consegui meu equilíbrio cotejando a insanidade". Seu maior medo de sempre, o de viajar para Brasília, lentamente foi morrendo. E de um medo surgiu uma ânsia. Uma vontade imensa de sair de sí. O primeiro plano foi de, gradualmente, ir se distanciando de casa. Não da casa em sí, mas de sua vida estável, de suas certezas...era como se estivesse se aproximando lentamente do novo, sem deixar o velho escapar de vista. Para isso, o primeiro paradeiro escolhido foi Santa Catarina.
Sempre ouvi dizer que quando queremos muito alguma coisa, o universo conspira ao nosso favor. E é verdade. Pois de tanta vontade de viajar que a pessoa estava, acabou conseguindo uma carona com um amigo que, coincidentemente, estava indo na mesma direção.
Depois do dia que ele foi embora, desapareceu. Quase um mês sem notícia nenhuma. E foi o período mágico dessa figura. Até em Curitiba ele foi parar.

E agora, chegando perto de novembro, lembro dessa história. Hoje, Daniel Vasques é jornalista da rede Record. Grande profissional, grande cabeça, grande coragem...baita exemplo. Um amigo que eu realmente sinto falta. Não só dele, mas da Dilnéia também. Outros amigos, não fiquem com ciúmes, pois vocês estão bem perto. Mas, estes dois em especial, fazem falta demais. Muitas foram as noites de festa, muitas foram as conversas "cabeça" sobre comunicação. Com um fardo de cerveja éramos capazes de descostruir o mundo em uma noite, e remontá-lo de uma maneira melhor, mais justa. Quanta coisa legal...

Como dizem que "criamos os filhos para o mundo", podemos afirmar que "grandes profissionais são para o mundo". O brabo é que cada um acabou indo parar num canto diferente...
Mas enfim. Hoje eu resolvi ser extremamente saudosista, extremamente nostálgico, e extremamente sincero.

O que deixo de idéia neste post é de que não devemos jamais renegar nossos instintos, nossas vontades, nossas vidas. O medo do fracasso é o irmão pobre do sucesso. Tenho certeza disso, pois vi um grande amigo surtar, delirar, voar alto, e lá de cima, brilhar como uma estrela.
O legal de tudo isso é que ele pode ler essa história e achar sem sentido nenhum, mas eu lembro dela assim, eu acredito nela assim, e, realmente, no meu ponto de vista ela foi assim.

Grande Dani...grandes amigos...

Ainda temos muito o que fazer...

Como disse o Zina: "Dani, brilha muito na record"

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mais do mesmo

Que frase mais batida essa..."mais do mesmo". Mas não é que ela contém uma verdade irrefutável?
As vezes eu canso de fazer as coisas. Tudo pra mim parece sem graça, parece clichê...parece mais do mesmo. Eu sou uma pessoa que gosto demais de uma rotina. Para mim é algo que organiza minha vida. Não gosto de fazer coisas completamente diferentes todos os dias. Gosto de rotina, gosto de ter um mínimo controle sobre as coisas. Tanto, que apesar de receber o título de "louco"sou um cara mais normal do que a grande maioria. Mas isso não significa que eu tenha que fazer exatamente a mesma coisa todos os dias. Gosto de estudar, mas não as mesmas coisas todos os dias. Gosto de música, mas não de ouvir o mesmo artista todos os dias. Gosto de organização, não de repetição.

Mas voltando ao tema, acho as coisas totalmente chatas ultimamente. José Mayer como galã de novela, Xuxa no final de semana, seriadinho com o Didi Mocó (sim, pra mim é e sempre vai ser o Mocó), Faustão, Topa tudo por dinheiro, jornal que se repete, jornalista imbecil usando clichê em matéria...e por aí vai. Nem a TV por cabo me salva. Acho que a Warner já reprisou mais o Friends do que a SBT fez com o Chaves. E falando em Chaves..."Hermanos...los imperialistas..." que saco tudo isso. Em Pelotas, as rádios que se intitulam comunitárias tem o mesmo texto marcado de sempre, e um bordão mais batido massa de pão: "uma comunicação livre dos interesses do capital".

Bem que o Canclini falou que hoje somos consumidores do século XXI e cidadãos do século XVII. Mas tenho a certeza absoluta que ele não fala da questão material, ele fala da questão cultural...pois tem gente que, ao mesmo tempo, quer vida equilibrada para todos, mas não consegue se desfazer da visão classista da sociedade. Resumindo; querem que "a classe trabalhadora viva como a burguesa" mas não conseguem separar uma coisa da outra. Como dizia o Recuero, o sonho do operariado é virar um Rider, que nada mais é que um chinelo bem sucedido.

Mais do mesmo...isso nada mais é que mais do mesmo. Mais discussão do mesmo problema, com os mesmos argumentos, com os mesmos programas na televisão, com as mesmas notícias nos jornais, e até aqui neste blog, com mais conteúdo igual ao do segundo parágrafo.

Lembrei do que vi estudando pós-humanismo. Nós, humanos, matamos o futuro. Nada nos surpreende mais. Desde o início do século passado, a cabeça engenhosa de nossos escritores, de nossos futuristas, foram desbravando o novo, ou melhor, antecipando o novo. Para dar um exemplo claro, falo de Willian Gibson, com seu livrinho profético chamado Neuromancer. Em 1984 o livro era uma fábula, hoje é um fato. Nada mais nos choca. Se aparecer a cura da Aids...que bom. Se aparecer um carro que voa... que bom. Se passarmos a viver como os Jetsons...grande novidade. Invenções não são mais bizarras, são comuns. E isso é um dos problemas da humanidade. Não nos preocupamos mais com a poluição, pois cremos cegamente na ciência. Não tememos a falta de água, pois acreditamos que inventarão um mega desalinizador que transformará o mar em um grande reservatório de água mineral. Desastres, mortes, guerras...tudo nos é tido como humano, demasiado humano.

Creio que essa morte do futuro é o que me faz pensar que vivo diariamente mais do mesmo...e tenho certeza de que por mais impressionante que possa ser um fato, ele não surpreenderá por mais de um dia. E creio também que o que consegue nos chocar são as coisas totalmente humanas, demasiadamente humanas. Casar? Ter filhos? Ficar surpreso em redescobrir o sol nascendo? Tomar um mate e ficar feliz? Parar um pouco e cultivar nossos amigos? Meu Deus...isso sim é chocante, e surreal, demasiado surreal.

Acho que chegamos a uma equação bizarra, contraditória, e totalmente crívell.

Quanto mais humano, mais demasiadamente surreal.
Quanto mais surreal, mais demasiadamente humano.


Se os filósofos clássicos fossem vivos hoje...ficariam loucos!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Coisas simples

Como é que fomos acelerar nosso ritmo dessa maneira? Por que não caminhamos mais, somente corremos. Por que nos sentimos culpados por ter um tempo para refletir, para fazer o que se quer, mesmo que esse fazer seja ficar estático. Pode parecer exagero, mas acredito que muitas pessoas já se pegaram pensando nisto.

Não sei como o cérebro faz, mas que ele tem a capacidade de nos enlouquecer, tem. Temos que dominar nossa mente permanentemente, senão ela nos domina e a gente perde o eixo. Ontem eu acordei muito, mas muito cedo mesmo. Não eram nem 5 da manhã. Foi ótimo, pois vi algo que fazia muito tempo que não via: amanhecer o dia. Tudo é diferente. Cheiro, temperatura, energia...como me fez bem. Tem aquele papo "bicho grilo" de que o ideal é acordarmos com o sol, pois assim captamos suas energias...acho que a gurizada tem razão, o meu dia foi simplesmente excelente! E olha que não fiz quase nada diferente de todos os outros dias, ou melhor, fiz algo extraordinariamente diferente: fiz um auto-agrado. Ver o dia nascer, tomar um mate, ouvir uma música...que coisa de louco. E o mais legal é que não precisei gastar um real pra isso.

Acho que essa foi a grande redescoberta do dia. Ter prazer nas coisas simples. Essa de terminar mestrado, ver concurso, passar, trabalhar, casar...é o que minha louca rotina tinha se tornado. Mas um simples nascer do sol fez eu esquecer de tudo por um tempinho...eta coisa boa.
Trabalhei um ano acordando todo santo dia as 5 da manhã. Tinha que estar as 6 no trabalho. Ficava até o meio dia. A tarde fazia o TCC, e a noite eu ia para a aula. Acho que o meu combustível realmente era poder aproveitar a manhã. O engraçado é que todo mundo pode fazer isto, mas quase ninguém consegue, pode, gosta, ou sabe que existe. Mas eu que já sabia disso, acabei esquecendo...

Será que é feio cuidarmos de nós mesmos? Será que pensamos nisso como um tempo perdido? Será que eu realmente estava precisando dar um tempo, por menor que fosse, pra me tocar disto ou todo mundo pensa um pouco assim?

Não sei..só sei que redescobri algo que me faz bem, porque o que me faz mal eu não esqueço nunca!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Feijoadinha

Adoro cozinhar. Meu sonho sempre foi ser um grande grastrônomo. Mas os ventos sopraram minhas velas para a comunicação...e encontrei a terra prometida. Mas mesmo assim, ainda serei um chefe de cozinha. É algo terapêutico (desde que não tenha ninguém de instrutor na volta, porque daí atropelo mesmo), algo totalmente artístico. Abrir uma geladeira e transformar vegetais, legumes, carnes, farinhas e tudo mais em pratos gostosos, é muito legal. Dizem que o sexo está diretamente relacionado à gastrônomia, e todo chefe de cozinha tem algo de "don juan". Ele tenta conquistar as pessoas através de sua comida, e o ato de alguém gostar muito de algum prato sugere ao mestre cuca um deleite orgástico de seus convidados. Pior que funciona bem assim mesmo. Não sou profissional, nem um amador invocado, sou simplesmente um cara que gosta muito de cozinhar.

Esses dias fiz uma janta na casa da Mabel. Até que o strogonoff ficou gostoso, mas o arroz era carnavalesco. Tinha esquecido de como se faz arroz branco, pois uso o parboilizado a um bom tempo (pois o arroz branco serve apenas para uma coisa: engordar. O Pairboilizado conserva todas as características do grão do arroz, por isso, é mais puro. Pode-se fazer uma analogia entre o arroz branco e o açúcar refinado e o arroz parboilizado e o açucar cristalizado). Mas como a Mabel disse que adora um arroz empapado...acho que ela realmente gostou. Parece desculpa, mas cozinhar em panela alheia não é a mesma coisa que fazer tudo em casa.

Mas enfim...depois de tudo isso, deixarei uma receita de feijoada. A idéia da feijoada saiu de ver na tv os toscos fazendo uma feijoada. E como tem gente tosca na televisão! Aquele "anonymus gourmet" é um débil mental. Que velho bem tosco. Não cozinha bosta nenhuma, só pegou fama porque tem um programa na televisão. Ele mesmo reconhece que não cozinha nada. Não que ele seja obrigado a ser um exímio cozinheiro, mas o véinho é uma mala. Ele enrola pra fazer as receitas mais imbecis, que qualquer dona de casa sabe fazer. Daqui a pouco ele está ensinando a fazer massa com salsicha a base de molho pronto. E com certeza irá demorar o programa todo pra fazer isso. Ainda bem que ele nunca parou a gravação pra encher forminha de gelo, porque ele não voltaria tão cedo. Eta tio enrolado...

Mas voltando a feijoada, minha receita é simples, barata e prática. Não sou o maior seguidor de receitas, porque realmente acredito que isso não é o caminho que um bom cozinheiro segue. Seria a mesma coisa que um diretor demostrar exatamente os movimentos que o ator deve fazer em cena. Isso não seria interpretar, isso seria copiar. Então, após essa ressalva, vai a receita.

Feijoadinha

  • 500g de feijão preto cozido (escolha e lave o feijão, coloque na panela de pressão em fogo algo. Assim que a panela pegar pressão e fizer aquele chiado característico, coloque em fogo médio e conte 30 minutos de cozimento. Depois disso, coloque a panela embaixo da torneira ligada, e com um garfo puxe a válvula deixando sair todo vapor. Caso o feijão ainda esteja um pouco duro, cozinhe um pouco mais, mas dessa vez sem a tampa)
  • 2 cebolas médias picadas
  • 4 dentes de alho picados
  • 2 folhas de louro
  • 1/4 de pimentão verde picado
  • pimenta calabresa
Carnes da feijoadinha

  • 2 linguiças calabresa (de preferência da fininha)
  • 4 pés de porco (pré cozidos com um pedacinho de limão e uma folha de louro)
  • 500g de costela bovina
  • bacon
  • 1 cubo de caldo de costela

Frite todos ingredientes em uma panela. Começe pelo bacon, que já solta gordura, coloque a costela. Quando ela estiver quase dourada, junte a liguiça e os temperos. No final junte o pé de porco. Após os ingredientes estarem prontos, coloque junto com o feijão e acrescente sal a gosto.
Pronto.

Os acompanhamentos ficam a cargo dos cozinheiros.

Bom...era isso.


domingo, 4 de outubro de 2009

Bezerra de Menezes: péssimo filme.

Fazia tempo que eu queria ver este filme. Não conheço quase nada sobre o médium Bezerra de Menezes, e esperava entender um pouco mais sobre a sua vida ao ver o filme. Pois bem, além de não agregar nada de novo em minha vida, tive a oportunidade de ver um filme simplesmente péssimo. Fazia muito tempo que eu não via um filme tão ruim, e para não perder tempo em explicar todos os pontos fracos posso resumí-los no seguinte: não se entende nada, e o pouco que se entende acaba por ficar confuso com o decorrer do filme. Os atores são ridiculamente ruins, o roteiro é um lixo, a cronologia inexiste, partes importantes são mega resumidas, e o filme não é bem amarrado.

Apesar de eu não entender nada sobre Bezerra de Menezes, não duvido de seu grande poder sobre a terra dos vivos, pois de tão ruim que foi o filme resolvi voltar a escrever no meu blog. Que motivação fantástica tive para vir arrumar minha antiga conta, copiar minhas postagens passadas, e detonar esse filme cretino. É realmente uma coisa de outro mundo, que nós, pobres mortais, não conseguimos explicar.

Por favor, não leiam isso como deboche ao doutor, mas esse filme é uma bosta!

Não vejam!

Voltarei, agora periodicamente, para falar sobre outras coisas, mas por hoje é só.

PS: Caso queiram saber algo sobre ele, leiam isto. Tem mais informação nesse link do que em uma hora de filme.